NetApp lista tendências que devem dominar o mercado de TI em 2014

1. Nuvens híbridas se tornam dominantes para TI corporativa
O sentimento de apreensão dos CIOs quanto à migração de dados para a nuvem será superado à medida que as empresas perceberem que o modelo de nuvem híbrida é necessário para dar suporte a seus portfólios de aplicações. Os CIOs organizarão as aplicações de acordo com:
- as que necessitam de controle total (nuvens privadas alocadas internamente);
- as que necessitam de controle parcial (em nuvens públicas corporativas);
- cargas de trabalho transitórias (em nuvens em hiperescala públicas)
- e as que são contratadas pontualmente como serviço (SaaS).
A equipe de TI atuará como agente intermediador nesta cadeia de modelos de nuvens diversos. Isso também irá revelar a necessidade de movimentar facilmente os dados entre as nuvens e de proporcionar serviços de storage consistentes para os diferentes modelos de nuvem.
No Brasil: De acordo com Marcos Café, Gerente Geral da NetApp no Brasil, a computação em nuvem também deve crescer no País, porém em estágio anterior ao observado em outros mercados. Para o executivo, o mercado brasileiro ainda tem dúvidas quanto à segurança da migração de dados para a nuvem. Em 2014, os clientes locais optarão inicialmente por nuvens privadas. A adoção de nuvens híbridas deve acontecer em estágio mais avançado no mercado nacional. Para Café, 2014 será o ano em que os clientes definirão quais informações são elegíveis para migrar para nuvens privadas.

2. A competição começa a se acirrar para as startups de Flash
O mercado de flash verá crescimento maior conforme as grandes empresas de storage validarem esta tendência tecnológica. A disputa entre os grandes players tradicionais do mercado e empresas novas focadas em Flash sera vencida por quem melhor proporcionar aos clientes o nível certo de performance, confiabilidade e escalabilidade para necessidades e cargas de trabalho específicas. O crescimento em mercados internacionais será conduzido pelos principais players que tenham a habilidade de entregar e dar suporte a produtos globalmente.
No Brasil: O movimento também será observado no cenário local, porém em menor intensidade do que no mercado norte americano, onde surge a maioria das empresas do setor. Alguns novos players podem entrar no nosso mercado para atender demandas com grandes volumes de dados que exijam tempos de resposta rápidos, mas, na visão de Café, não haverá espaço para todos. Isso porque, segundo o executivo, não bastar oferecer bons produtos com preços vantajosos. Além disso, é primordial disponibilizar suporte de qualidade no País, uma infraestrutura que nem todos os players têm condições de oferecer. As empresas de TI com presença sólida no Brasil têm mais condições de prover um serviço de qualidade neste quesito.

3. Se você trabalha com TI, você é um prestador de serviços
À medida que os CIOs migrarem para um portfólio de serviços de nuvem, eles olharão para sua infraestrutura de TI interna como mais uma opção de serviço. Todos os recursos de TI de uma empresa serão considerados parte de uma “nuvem privada” e as expectativas de capacidade de resposta, competitividade de custos e SLAs (service-level agreements) serão comparados a opções de nuvem externas.
No Brasil: Para Café, a mesma tendência terá força no Brasil em 2014. A nova postura, que leva os CIOs a atuarem como provedores de serviços, fomenta a busca por serviços confiáveis e com boa relação custo-benefício, o que exige também uma gestão de fornecedores sofisticada. O Brasil está preparado para lidar com esta nova postura, na visão do executivo.

4. O conceito de Software Defined Storage se consolida como realidade
Conforme a visão de Software Defined Datacenter ganha mais aceitação, fica mais claro o caminho evolutivo dos componentes que formam a infraestrutura do datacenter. O controle de software baseado em regras específicas será consolidado e se sobressairá em relação aos componentes de infraestrutura tradicionais.
Versões virtuais de componentes de infraestrutura – controladores de storage e rede – se tornarão mais comuns. Os componentes virtuais mais valiosos serão aqueles que se integrem harmoniosamente com sistemas físicos de storage e rede existentes e que podem ofertar recursos e serviços compatíveis com aqueles oferecidos pelos controladores físicos tradicionais.
No Brasil: Para Café, apesar de “software-defined” ser considerado por alguns um jargão da moda, o conceito já vem sendo praticado por empresas como a NetApp há vários anos. Enquanto boa parte do mercado entregava visões baseadas puramente baseadas em hardware, a NetApp se antecipava viabilizando o uso de inteligência superior em ativos de storage por meio de software. Café acredita que 2014 marcará o início da assimilação do conceito por parte dos clientes, o que deve auxiliar no posicionamento dos produtos da empresa.

5. Máquinas virtuais de storage permitem mobilidade de dados e agilidade de aplicações
Assim como máquinas virtuais permitiram rodar aplicações entre servidores físicos, as máquinas virtuais de storage vão liberar dados físicos específicos, simplificando a migração de cargas de trabalho entre clusters de storage e viabilizando clusters de armazenamento altamente disponíveis.
No Brasil: As grandes organizações alinhadas com o conceito de prestadores de serviços em TI vêm adotando cada vez mais este tipo de tecnologia. A NetApp está em discussões com empresas que possuem mais de um data center e têm necessidade de mobilidade de dados e algumas delas já devem adotar as máquinas virtuais de storage em 2014. O crescimento, segundo executivo, deve alavancar o uso do sistema operacional Clustered Data Ontap no País.

6. OpenStack sobrevive aos modismos e vai além de early adopters
O OpenStack continuará a ganhar espaço em 2014, tornando-se a alternativa aberta para produtos comerciais para orquestração de datacenters. Conforme o OpenStack passa a ser mais “produto” do que “projeto”, mais empresas e prestadores de serviços adotarão o software. O OpenStack se transformará na tecnologia de open-source corporativa mais bem sucedida desde o Linux.
No Brasil: Café explica que a adoção do OpenStack no País está diretamente ligada ao ritmo de adoção da computação em nuvem. Conforme as empresas migrarem seus dados para nuvens privadas, automaticamente serão adotadas plataformas abertas de orquestração, impulsionadas pelo grande apelo que open source tem no mercado brasileiro.

7. Adoção de 40GbE deslancha em Data Centers
A adoção da próxima evolução da Ethernet, o 40Gb, começará a aumentar focada em data centers. Bandas largas mais potentes permitem que conjuntos de dados maiores se movam mais rápido e com mais facilidade, o que, consequentemente, encoraja o crescimento da geração de dados.
No Brasil: Segundo Café, a NetApp sempre foi early adopter em termos de disponibilização de novos padrões em Ethernet, que estão embarcados nos produtos da empresa. Dessa forma, a empresa estará atenta à adoção de 40GbE no País e no mundo para alinhar suas soluções com os novos padrões.

8. Big Data evolui de análise de dados existentes para coleta de novos dados
Após as empresas extraírem valor de análises de dados existentes, elas passarão a coletar dados adicionais que aprofundarão sua compreensão a respeito do negócio. Novos dispositivos surgirão para colher mais dados sobre o comportamento dos consumidores, processos industriais e fenômenos naturais. Essas fontes de dados serão usadas por ferramentas de análise existentes para melhorar o conhecimento das companhias e darão origem a novas aplicações analíticas totalmente novas.
No Brasil: O País deve experimentar o uso de novas ferramentas e tecnologias de análise de dados. Para Café, a coleta de dados por meio de novos métodos de fontes menos tradicionais de busca deve identificar um volume de dados expressivamente maior e mais variado, viabilizando análises mais sofisticadas para empresas de diversos setores.

9. Storage em clusters, Infraestrutura Convergente, Object Storage e Bases de Dados In-Memory continuam a ganhar espaço em 2014
Diversas tendências tecnológicas que se destacaram em 2013 continuarão a crescer. A adoção de storage em clusters será acelerada. A infraestrutura convergente se tornará a peça mais atraente na infraestrutura dos datacenters. O conceito de Object Storage crescerá à medida que aplicações que rentabilizam vastas capacidades de dados “objetos” ganharem impulso. E as bases de dados in-memory, puxadas pela popularidade do SAP Hana, entrarão no mercado “mainstream”.
No Brasil: Sem dúvidas, o País viverá crescimento significativo do uso de storage em clusters, de acordo com Café. Grande parte dos clientes novos da NetApp já inicia suas infraestruturas de armazenamento de dados com clusters. O executivo também aponta um interesse cada vez maior por infraestruturas convergentes no mercado nacional em 2014, assim como pelas Bases de Dados In-Memory. Object Storage, por outro lado, deve permanecer em estágio inicial no País, sendo adotado por segmentos específicos com uso intensivo de arquivos de imagem, como os mercados de internet e saúde.